Esperança também é verbo

19 de novembro de 2025

A palavra esperança tem sido tão usada que, às vezes, parece ter perdido o peso.

Mas, no fundo, ela ainda é o que move as pessoas. Porque acreditar, mesmo quando tudo parece desabar, é uma das formas mais bonitas de lutar.


Mas é preciso entender: esperança não é esperar. Esperança é agir. É verbo.

É construir, passo a passo, o que ainda não existe.


É o que faz uma professora continuar ensinando, mesmo sem estrutura.

É o que leva uma enfermeira a cuidar, mesmo sem descanso.

É o que mantém tantas mulheres firmes, mesmo cansadas, acreditando que vale a pena continuar.


O Brasil tem vivido tempos difíceis. Crises políticas, desigualdades, desinformação, violência.

É fácil se desesperar.

Mas é justamente nesse cenário que a esperança se torna mais urgente, não como sentimento ingênuo, mas como força política.


Esperar passivamente é o que nos mantém presos.

Esperançar, como dizia Paulo Freire, é o que transforma.

É olhar para a realidade sem negar a dor, mas sem desistir da mudança.

É acreditar que o país pode ser melhor e trabalhar por isso, mesmo que o caminho seja longo.


A esperança verdadeira é coletiva.

Ela nasce quando as pessoas se unem, quando reconhecem que os problemas não são individuais, mas sociais.

É nas pequenas ações — na solidariedade, na escuta, na cobrança por políticas públicas — que a mudança começa a acontecer.

Não dá mais para viver no desânimo. A descrença é o combustível da indiferença. E um país indiferente é um país sem futuro.


Precisamos recuperar a capacidade de sonhar, mas também de agir.

Acreditar é importante, mas transformar é essencial.


Sou Aline Teixeira, e acredito que a esperança é o que nos mantém de pé, mas é a ação que nos faz caminhar.

Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial. 


13 de janeiro de 2026
Há um tipo de trabalho que move o país, mas que raramente é reconhecido. Ele não aparece nos relatórios econômicos, não tem carteira assinada e, na maioria das vezes, é realizado por mulheres. É o trabalho invisível, aquele que acontece dentro de casa, no cuidado com os filhos, com os idosos, com o lar, com tudo aquilo que mantém a vida funcionando. Enquanto o mercado mede produtividade e lucro, milhões de mulheres acordam cedo, trabalham fora e, quando voltam, continuam trabalhando. Fazem comida, limpam, educam, acolhem. E fazem tudo isso sem pausa, sem reconhecimento e, principalmente, sem remuneração. O trabalho doméstico e de cuidado é o alicerce da economia, mas o mundo ainda insiste em tratá-lo como “ajuda”. É como se fosse um dever natural das mulheres e não uma sobrecarga imposta por estruturas sociais que continuam desiguais. Segundo dados do IBGE, as mulheres brasileiras dedicam, em média, o dobro do tempo dos homens às tarefas domésticas. E, ainda assim, recebem salários menores no mercado formal. Isso significa que, além de fazer mais, ganham menos. E isso não é coincidência, é sistema. Mas o que está em jogo aqui não é apenas economia. Também é saúde física e emocional. A exaustão da dupla jornada, o sentimento de culpa constante e a falta de tempo para si são gatilhos para ansiedade, depressão e burnout . Mulheres adoecem tentando dar conta de tudo, enquanto o Estado e a sociedade seguem naturalizando essa desigualdade. O cuidado deveria ser uma responsabilidade compartilhada, e não uma herança feminina. É urgente que políticas públicas tratem esse tema com a seriedade que ele merece: creches acessíveis, horários flexíveis de trabalho, licença parental compartilhada e programas de apoio a cuidadoras.  Sou Aline Teixeira, e acredito que reconhecer o trabalho invisível é o primeiro passo para uma sociedade mais justa. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.
12 de janeiro de 2026
Durante muito tempo, falar sobre saúde mental era visto como fraqueza. “Isso é frescura”, “é falta do que fazer”, “é coisa da cabeça”. Mas hoje já sabemos que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo. O que ainda falta é entender que saúde mental não é um privilégio individual, é uma questão coletiva e política. Vivemos um tempo de exaustão. O país enfrenta crises econômicas, longas jornadas de trabalho, insegurança e falta de perspectiva. Tudo isso adoece. A depressão e a ansiedade já são consideradas os maiores males do século, mas o acesso a tratamento ainda é limitado, especialmente nas periferias e nos pequenos municípios. Em muitas cidades, o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) é o único espaço público de acolhimento psicológico. Só que, na maioria das vezes, há falta de profissionais, filas de espera e estruturas precárias. A saúde mental precisa sair do discurso e entrar na agenda pública. É preciso ampliar o acesso gratuito a psicólogos, psiquiatras e grupos terapêuticos. É preciso levar atendimento para escolas, comunidades e locais de trabalho. É preciso cuidar dos cuidadores, dos professores, dos servidores… De todos que estão no limite há tanto tempo. Cuidar da mente é cuidar da vida. É reduzir o número de suicídios, de afastamentos por burnout , de violências geradas pela falta de escuta e de acolhimento. E isso só acontece quando o Estado reconhece que o sofrimento humano não é invisível nem supérfluo. A saúde mental não pode continuar sendo um tema restrito às campanhas de setembro. Ela precisa estar presente em cada política pública, em cada orçamento, em cada conversa sobre o futuro.  Sou Aline Teixeira, e acredito que o equilíbrio emocional de um país começa pelo cuidado que ele oferece ao seu povo. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.