Feminicídio não é tragédia anunciada, é falha estrutural

Os dados mais recentes sobre feminicídio no Brasil reforçam uma realidade que já deveria ter provocado respostas muito mais duras do Estado e da sociedade.
Mulheres seguem sendo assassinadas todos os dias, muitas vezes por homens que fazem parte do seu convívio ou do seu cotidiano.
O caso recente da mulher morta pelo próprio síndico do prédio onde morava escancara essa lógica perversa: a violência não está apenas dentro de casa, ela também habita espaços que deveriam representar segurança.
Esse crime não pode ser tratado como um surto individual ou uma tragédia isolada.
Ele revela como o feminicídio é precedido por relações de poder, controle, silenciamento e falhas institucionais.
Quantas mulheres convivem diariamente com seus agressores em ambientes onde não há escuta, acolhimento ou mecanismos eficazes de proteção?
Quantos sinais foram ignorados antes que a violência chegasse ao extremo?
O feminicídio não começa no dia do assassinato.
Ele se constrói na negligência, na naturalização da agressividade, na dificuldade de acesso à rede de proteção e na ausência de políticas públicas que funcionem na prática.
Quando uma mulher é morta, houve uma sucessão de omissões antes disso — sociais, culturais e institucionais.
Não basta reagir depois da morte. É preciso investir em prevenção, educação emocional, fortalecimento da rede de apoio e políticas públicas integradas que enxerguem a mulher como sujeito de direitos, não como estatística.
Eu sou Aline Teixeira e acredito que enfrentar o feminicídio exige coragem política, compromisso social e ações concretas antes que a violência chegue ao ponto irreversível.
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