Feminicídio não é tragédia anunciada, é falha estrutural

5 de fevereiro de 2026

Os dados mais recentes sobre feminicídio no Brasil reforçam uma realidade que já deveria ter provocado respostas muito mais duras do Estado e da sociedade.


Mulheres seguem sendo assassinadas todos os dias, muitas vezes por homens que fazem parte do seu convívio ou do seu cotidiano.


O caso recente da mulher morta pelo próprio síndico do prédio onde morava escancara essa lógica perversa: a violência não está apenas dentro de casa, ela também habita espaços que deveriam representar segurança.


Esse crime não pode ser tratado como um surto individual ou uma tragédia isolada.

Ele revela como o feminicídio é precedido por relações de poder, controle, silenciamento e falhas institucionais.


Quantas mulheres convivem diariamente com seus agressores em ambientes onde não há escuta, acolhimento ou mecanismos eficazes de proteção?


Quantos sinais foram ignorados antes que a violência chegasse ao extremo?


O feminicídio não começa no dia do assassinato.


Ele se constrói na negligência, na naturalização da agressividade, na dificuldade de acesso à rede de proteção e na ausência de políticas públicas que funcionem na prática.


Quando uma mulher é morta, houve uma sucessão de omissões antes disso — sociais, culturais e institucionais.

Não basta reagir depois da morte. É preciso investir em prevenção, educação emocional, fortalecimento da rede de apoio e políticas públicas integradas que enxerguem a mulher como sujeito de direitos, não como estatística.


Eu sou Aline Teixeira e acredito que enfrentar o feminicídio exige coragem política, compromisso social e ações concretas antes que a violência chegue ao ponto irreversível.


Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial

13 de agosto de 2026
Sessão solene realizada pela Câmara Municipal marcou o aniversário do município e reconheceu a atuação de Aline Teixeira em ações sociais e na preservação do patrimônio natural e cultural da cidade. Por Redação - Itaquera em Notícias Imagem: Acácia Gutierrez / Itaquera em Notícias 
14 de julho de 2026
A reportagem exibida pelo Fantástico neste fim de semana reacendeu um debate urgente sobre a violência contra a mulher. As denúncias contra o influenciador Cartolouco, feitas por ex-companheiras e atualmente investigadas pela Justiça, ganharam grande repercussão não apenas pela gravidade dos relatos, mas por evidenciarem um aspecto comum em muitos casos de violência doméstica: o ciclo da violência. O influenciador nega as acusações e afirma que apresentará sua defesa. Uma das perguntas que mais surgem quando casos como esse vêm à tona é: "Por que ela voltou?". A resposta é muito mais complexa do que parece. Relações abusivas dificilmente começam com agressões físicas. Elas costumam ser construídas aos poucos, entre demonstrações de carinho, pedidos de desculpas, promessas de mudança e episódios de violência. Esse movimento é conhecido por especialistas como ciclo da violência. Depois da agressão vem o arrependimento, seguido pela chamada "fase da lua de mel", quando o agressor promete que tudo será diferente. É justamente nesse momento que muitas mulheres acreditam que o relacionamento pode ser reconstruído. Não é ingenuidade. É uma combinação de manipulação emocional, esperança, medo, dependência financeira, baixa autoestima e isolamento. Julgar quem permanece em uma relação abusiva é ignorar toda a complexidade que existe por trás dessa decisão. O caso também trouxe à tona uma discussão importante sobre os desafios da rede de proteção. Uma das ex-companheiras relatou que deixou de contar com medida protetiva após o arquivamento do procedimento relacionado ao seu caso. Independentemente das razões jurídicas de cada processo, essa situação levanta uma reflexão necessária: muitas mulheres ainda se sentem desprotegidas quando o sistema deixa de oferecer mecanismos de proteção enquanto o medo permanece presente. A Lei Maria da Penha representa um dos maiores avanços na defesa das mulheres no Brasil, mas sua efetividade depende de uma aplicação rápida, integrada e capaz de acompanhar a realidade das vítimas, especialmente quando há risco de reiteração da violência. Outro ponto importante revelado pela reportagem foi a atitude das ex-companheiras de compartilharem suas experiências. Quando as mulheres percebem que viveram situações semelhantes, elas deixam de acreditar que estavam sozinhas ou que "era coisa da própria cabeça". Esse movimento fortalece vítimas, rompe o isolamento e incentiva outras mulheres a reconhecerem sinais de violência e buscarem ajuda. Mais do que expor um caso, elas mostraram como a união entre mulheres pode encorajar outras vítimas a romperem o silêncio.  Eu sou Aline Teixeira e acredito que enfrentar a violência contra a mulher começa quando deixamos de perguntar por que ela voltou e passamos a perguntar por que tantas mulheres ainda encontram barreiras para sair de uma relação abusiva, inclusive na justiça. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.