Pacto masculino: o silêncio que sustenta a violência

17 de abril de 2026

O chamado “pacto masculino” é um conceito que ajuda a explicar um comportamento social ainda muito presente: a tendência de homens protegerem, justificarem ou se omitirem diante de atitudes problemáticas de outros homens, especialmente quando essas atitudes envolvem mulheres.


Não é um acordo explícito, mas um padrão cultural. Ele se manifesta em situações cotidianas, muitas vezes naturalizadas, como comentários machistas tratados como piada, atitudes desrespeitosas relativizadas ou até mesmo a ausência de reação diante de comportamentos abusivos.


Na prática, o pacto masculino se sustenta na omissão. Isso significa que a violência contra a mulher não se mantém apenas por quem a pratica, mas também por um ambiente que, direta ou indiretamente, permite que ela aconteça. O silêncio, nesse contexto, deixa de ser neutralidade e passa a funcionar como validação.


Esse padrão tem impactos profundos, pois dificulta que mulheres reconheçam situações de violência, enfraquece redes de apoio e contribui para a normalização de comportamentos que não deveriam ser aceitos em nenhuma circunstância.


Por isso, enfrentar o pacto masculino não é apenas sobre condenar casos extremos mas é também sobre interromper padrões. Isso exige mudanças de comportamento, responsabilização e, principalmente, disposição para se posicionar, inclusive em situações cotidianas, onde o silêncio costuma parecer mais confortável.


A violência contra a mulher não é um problema individual, é estrutural e estruturas não se mantêm sozinhas. Romper com isso não é simples, mas é necessário. Porque enquanto o desconforto de se posicionar for menor do que o impacto da violência, nada muda.



Eu sou Aline Teixeira e acredito que enfrentar a violência contra a mulher também passa por responsabilizar o silêncio, porque quando alguém se cala diante do erro, deixa de ser apenas espectador e passa a fazer parte do problema. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.


13 de agosto de 2026
Sessão solene realizada pela Câmara Municipal marcou o aniversário do município e reconheceu a atuação de Aline Teixeira em ações sociais e na preservação do patrimônio natural e cultural da cidade. Por Redação - Itaquera em Notícias Imagem: Acácia Gutierrez / Itaquera em Notícias 
14 de julho de 2026
A reportagem exibida pelo Fantástico neste fim de semana reacendeu um debate urgente sobre a violência contra a mulher. As denúncias contra o influenciador Cartolouco, feitas por ex-companheiras e atualmente investigadas pela Justiça, ganharam grande repercussão não apenas pela gravidade dos relatos, mas por evidenciarem um aspecto comum em muitos casos de violência doméstica: o ciclo da violência. O influenciador nega as acusações e afirma que apresentará sua defesa. Uma das perguntas que mais surgem quando casos como esse vêm à tona é: "Por que ela voltou?". A resposta é muito mais complexa do que parece. Relações abusivas dificilmente começam com agressões físicas. Elas costumam ser construídas aos poucos, entre demonstrações de carinho, pedidos de desculpas, promessas de mudança e episódios de violência. Esse movimento é conhecido por especialistas como ciclo da violência. Depois da agressão vem o arrependimento, seguido pela chamada "fase da lua de mel", quando o agressor promete que tudo será diferente. É justamente nesse momento que muitas mulheres acreditam que o relacionamento pode ser reconstruído. Não é ingenuidade. É uma combinação de manipulação emocional, esperança, medo, dependência financeira, baixa autoestima e isolamento. Julgar quem permanece em uma relação abusiva é ignorar toda a complexidade que existe por trás dessa decisão. O caso também trouxe à tona uma discussão importante sobre os desafios da rede de proteção. Uma das ex-companheiras relatou que deixou de contar com medida protetiva após o arquivamento do procedimento relacionado ao seu caso. Independentemente das razões jurídicas de cada processo, essa situação levanta uma reflexão necessária: muitas mulheres ainda se sentem desprotegidas quando o sistema deixa de oferecer mecanismos de proteção enquanto o medo permanece presente. A Lei Maria da Penha representa um dos maiores avanços na defesa das mulheres no Brasil, mas sua efetividade depende de uma aplicação rápida, integrada e capaz de acompanhar a realidade das vítimas, especialmente quando há risco de reiteração da violência. Outro ponto importante revelado pela reportagem foi a atitude das ex-companheiras de compartilharem suas experiências. Quando as mulheres percebem que viveram situações semelhantes, elas deixam de acreditar que estavam sozinhas ou que "era coisa da própria cabeça". Esse movimento fortalece vítimas, rompe o isolamento e incentiva outras mulheres a reconhecerem sinais de violência e buscarem ajuda. Mais do que expor um caso, elas mostraram como a união entre mulheres pode encorajar outras vítimas a romperem o silêncio.  Eu sou Aline Teixeira e acredito que enfrentar a violência contra a mulher começa quando deixamos de perguntar por que ela voltou e passamos a perguntar por que tantas mulheres ainda encontram barreiras para sair de uma relação abusiva, inclusive na justiça. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.