O peso invisível do cansaço emocional

24 de outubro de 2025

Vivemos um tempo em que o cansaço se tornou parte da paisagem. Todo mundo parece cansado: do trabalho, das notícias, das cobranças, de tentar dar conta de tudo. Mas há uma diferença importante entre estar cansado e estar esgotado. O cansaço passa com descanso; o esgotamento não. Ele vai se acumulando, devagar, até se transformar em um peso invisível, difícil de nomear, mas impossível de ignorar. 


Chamamos isso de cansaço emocional, e ele tem atingido cada vez mais pessoas, especialmente mulheres. Somos criadas para dar conta: do trabalho, da casa, da família, dos filhos, da estética, das metas. É uma rotina de exigências constantes que não permite pausa, e que transforma o autocuidado em luxo. Só que o corpo e a mente cobram a conta.


O cansaço emocional não aparece de um dia para o outro. Ele chega aos poucos: quando o sono já não descansa, quando o domingo já não traz alívio, quando o sorriso se torna mecânico. Ele se instala quando a vida vira uma sequência de obrigações, sem espaço para o prazer e para a leveza.


Precisamos lembrar que esgotamento não é fraqueza, é um pedido de socorro. É o corpo dizendo: “assim não dá mais”. E é nesse momento que precisamos ter coragem de parar, de pedir ajuda, de reorganizar as prioridades.


Cuidar da mente e das emoções é um ato de amor. Não um amor romântico, mas um amor por si mesmo, aquele que entende que o descanso também é sagrado. A pausa não é perda de tempo, é o que nos devolve o sentido.


Aprender a respeitar os próprios limites é um dos gestos mais bonitos de maturidade. Porque quem se escuta, se preserva. E quem se preserva, consegue continuar.


Sou Aline Teixeira, e acredito que reconhecer o próprio limite não é sinal de fraqueza, é o primeiro passo para viver de forma mais verdadeira e inteira. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial. 

13 de janeiro de 2026
Há um tipo de trabalho que move o país, mas que raramente é reconhecido. Ele não aparece nos relatórios econômicos, não tem carteira assinada e, na maioria das vezes, é realizado por mulheres. É o trabalho invisível, aquele que acontece dentro de casa, no cuidado com os filhos, com os idosos, com o lar, com tudo aquilo que mantém a vida funcionando. Enquanto o mercado mede produtividade e lucro, milhões de mulheres acordam cedo, trabalham fora e, quando voltam, continuam trabalhando. Fazem comida, limpam, educam, acolhem. E fazem tudo isso sem pausa, sem reconhecimento e, principalmente, sem remuneração. O trabalho doméstico e de cuidado é o alicerce da economia, mas o mundo ainda insiste em tratá-lo como “ajuda”. É como se fosse um dever natural das mulheres e não uma sobrecarga imposta por estruturas sociais que continuam desiguais. Segundo dados do IBGE, as mulheres brasileiras dedicam, em média, o dobro do tempo dos homens às tarefas domésticas. E, ainda assim, recebem salários menores no mercado formal. Isso significa que, além de fazer mais, ganham menos. E isso não é coincidência, é sistema. Mas o que está em jogo aqui não é apenas economia. Também é saúde física e emocional. A exaustão da dupla jornada, o sentimento de culpa constante e a falta de tempo para si são gatilhos para ansiedade, depressão e burnout . Mulheres adoecem tentando dar conta de tudo, enquanto o Estado e a sociedade seguem naturalizando essa desigualdade. O cuidado deveria ser uma responsabilidade compartilhada, e não uma herança feminina. É urgente que políticas públicas tratem esse tema com a seriedade que ele merece: creches acessíveis, horários flexíveis de trabalho, licença parental compartilhada e programas de apoio a cuidadoras.  Sou Aline Teixeira, e acredito que reconhecer o trabalho invisível é o primeiro passo para uma sociedade mais justa. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.
12 de janeiro de 2026
Durante muito tempo, falar sobre saúde mental era visto como fraqueza. “Isso é frescura”, “é falta do que fazer”, “é coisa da cabeça”. Mas hoje já sabemos que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo. O que ainda falta é entender que saúde mental não é um privilégio individual, é uma questão coletiva e política. Vivemos um tempo de exaustão. O país enfrenta crises econômicas, longas jornadas de trabalho, insegurança e falta de perspectiva. Tudo isso adoece. A depressão e a ansiedade já são consideradas os maiores males do século, mas o acesso a tratamento ainda é limitado, especialmente nas periferias e nos pequenos municípios. Em muitas cidades, o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) é o único espaço público de acolhimento psicológico. Só que, na maioria das vezes, há falta de profissionais, filas de espera e estruturas precárias. A saúde mental precisa sair do discurso e entrar na agenda pública. É preciso ampliar o acesso gratuito a psicólogos, psiquiatras e grupos terapêuticos. É preciso levar atendimento para escolas, comunidades e locais de trabalho. É preciso cuidar dos cuidadores, dos professores, dos servidores… De todos que estão no limite há tanto tempo. Cuidar da mente é cuidar da vida. É reduzir o número de suicídios, de afastamentos por burnout , de violências geradas pela falta de escuta e de acolhimento. E isso só acontece quando o Estado reconhece que o sofrimento humano não é invisível nem supérfluo. A saúde mental não pode continuar sendo um tema restrito às campanhas de setembro. Ela precisa estar presente em cada política pública, em cada orçamento, em cada conversa sobre o futuro.  Sou Aline Teixeira, e acredito que o equilíbrio emocional de um país começa pelo cuidado que ele oferece ao seu povo. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.