Saúde mental de mulheres que viveram relacionamentos abusivos

22 de setembro de 2025

Silenciosa, devastadora e, muitas vezes, invisível: assim podemos definir a marca que os relacionamentos abusivos deixam na saúde mental das mulheres. Não se trata apenas de uma história mal resolvida ou de um término doloroso. O abuso emocional, psicológico ou físico corrói a autoestima, desestabiliza a confiança e mina a capacidade de reconhecer o próprio valor.


Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, a cada dois minutos, uma mulher é vítima de violência doméstica no Brasil. Por trás desses números, existem trajetórias de mulheres que carregam feridas internas difíceis de nomear: ansiedade, depressão, crises de pânico, transtorno de estresse pós-traumático. Muitas descrevem a sensação de terem perdido a própria identidade, como se a vida tivesse ficado suspensa dentro da lógica de controle e manipulação.


Romper com esse ciclo não é simples. A manipulação psicológica típica dos relacionamentos abusivos cria uma espécie de prisão invisível, que dificulta reconhecer a violência e, principalmente, pedir ajuda. Quando finalmente rompem, essas mulheres iniciam uma jornada de reconstrução — um processo lento, que exige acolhimento, rede de apoio e, em muitos casos, acompanhamento profissional.


Falar sobre saúde mental é também falar sobre políticas públicas. É garantir acesso a centros de referência, serviços de psicologia e psiquiatria pelo SUS e investir em campanhas que alertem para os sinais do abuso. É compreender que o cuidado não pode ser privilégio, mas direito.


Mais do que nunca, precisamos olhar para essas mulheres não como vítimas eternas, mas como protagonistas de suas histórias. O autocuidado, a retomada de vínculos sociais e o acesso a espaços de escuta são caminhos que fortalecem a autonomia e abrem novas possibilidades de vida.


Às mulheres que estão atravessando esse processo, fica o lembrete: não há vergonha em pedir ajuda, em admitir a dor ou em recomeçar. O abuso não define quem você é. Sua história é maior do que a violência que você viveu.





Aline Teixeira

13 de janeiro de 2026
Há um tipo de trabalho que move o país, mas que raramente é reconhecido. Ele não aparece nos relatórios econômicos, não tem carteira assinada e, na maioria das vezes, é realizado por mulheres. É o trabalho invisível, aquele que acontece dentro de casa, no cuidado com os filhos, com os idosos, com o lar, com tudo aquilo que mantém a vida funcionando. Enquanto o mercado mede produtividade e lucro, milhões de mulheres acordam cedo, trabalham fora e, quando voltam, continuam trabalhando. Fazem comida, limpam, educam, acolhem. E fazem tudo isso sem pausa, sem reconhecimento e, principalmente, sem remuneração. O trabalho doméstico e de cuidado é o alicerce da economia, mas o mundo ainda insiste em tratá-lo como “ajuda”. É como se fosse um dever natural das mulheres e não uma sobrecarga imposta por estruturas sociais que continuam desiguais. Segundo dados do IBGE, as mulheres brasileiras dedicam, em média, o dobro do tempo dos homens às tarefas domésticas. E, ainda assim, recebem salários menores no mercado formal. Isso significa que, além de fazer mais, ganham menos. E isso não é coincidência, é sistema. Mas o que está em jogo aqui não é apenas economia. Também é saúde física e emocional. A exaustão da dupla jornada, o sentimento de culpa constante e a falta de tempo para si são gatilhos para ansiedade, depressão e burnout . Mulheres adoecem tentando dar conta de tudo, enquanto o Estado e a sociedade seguem naturalizando essa desigualdade. O cuidado deveria ser uma responsabilidade compartilhada, e não uma herança feminina. É urgente que políticas públicas tratem esse tema com a seriedade que ele merece: creches acessíveis, horários flexíveis de trabalho, licença parental compartilhada e programas de apoio a cuidadoras.  Sou Aline Teixeira, e acredito que reconhecer o trabalho invisível é o primeiro passo para uma sociedade mais justa. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.
12 de janeiro de 2026
Durante muito tempo, falar sobre saúde mental era visto como fraqueza. “Isso é frescura”, “é falta do que fazer”, “é coisa da cabeça”. Mas hoje já sabemos que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo. O que ainda falta é entender que saúde mental não é um privilégio individual, é uma questão coletiva e política. Vivemos um tempo de exaustão. O país enfrenta crises econômicas, longas jornadas de trabalho, insegurança e falta de perspectiva. Tudo isso adoece. A depressão e a ansiedade já são consideradas os maiores males do século, mas o acesso a tratamento ainda é limitado, especialmente nas periferias e nos pequenos municípios. Em muitas cidades, o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) é o único espaço público de acolhimento psicológico. Só que, na maioria das vezes, há falta de profissionais, filas de espera e estruturas precárias. A saúde mental precisa sair do discurso e entrar na agenda pública. É preciso ampliar o acesso gratuito a psicólogos, psiquiatras e grupos terapêuticos. É preciso levar atendimento para escolas, comunidades e locais de trabalho. É preciso cuidar dos cuidadores, dos professores, dos servidores… De todos que estão no limite há tanto tempo. Cuidar da mente é cuidar da vida. É reduzir o número de suicídios, de afastamentos por burnout , de violências geradas pela falta de escuta e de acolhimento. E isso só acontece quando o Estado reconhece que o sofrimento humano não é invisível nem supérfluo. A saúde mental não pode continuar sendo um tema restrito às campanhas de setembro. Ela precisa estar presente em cada política pública, em cada orçamento, em cada conversa sobre o futuro.  Sou Aline Teixeira, e acredito que o equilíbrio emocional de um país começa pelo cuidado que ele oferece ao seu povo. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.